O que as mudanças climáticas têm a ver com as tartarugas-da-amazônia?

Maior quelônio da América do Sul, com exemplares que podem medir de 50 a 89 cm e pesar até 60 Kg, atualmente a tartaruga-da-amazônia é considerada uma das espécies mais ameaçadas da Amazônia. A coleta excessiva de ovos e adultos para consumo humano, o desmatamento e a construção de usinas hidrelétricas fizeram com que o seu status de conservação seja de quase ameaçada de extinção. As mudanças climáticas também surgem … Leia mais...

6 respostas para “O que as mudanças climáticas têm a ver com as tartarugas-da-amazônia?”

    1. Melina, seu trabalho é ótimo, trabalhar com cenários futuros deve ser muito desafiador!

      Gostaria de saber qual época do ano é realizada a desova da espécie e quais são as principais mudanças nos sítios que afetam negativamente este evento.

      Parabéns pelo trabalho 🐢

      1. Alan, muito obrigada! A desova depende do pulso de inundação. Aqui na nossa região, ocorre entre setembro e novembro, coincidindo com o período de seca, e os filhotes nascem entre 45 e 60 dias depois, coincidindo com o início das chuvas e enchente dos rios. Eventos climáticos que desregulem a sazonalidade local são prejudiciais para o processo de desova. Se o nível do rio estivar muito alto, por exemplo, a fêmea pode não conseguir praia para desovar ou desovar em local inadequado, prejudicando o desenvolvimento dos embriões . Por outro lado, se a seca for intensa e os filhotes nascerem antes do nível do rio começar a subir, ficarão por muito mais tempo expostos a predadores. Outro problema são as usinas hidrelétricas, porque as tartarugas-da-amazônia são animais migradores e quando uma área com praias de desova é alagada para a construção de uma usina, os animais precisam buscar novos sítios de desova adequados. O balanço da natureza é algo bem preciso e delicado!

  1. Melina, parabéns pelo teu trabalho! Estou muito ansiosa pelos teus resultados, esse assunto ta diretamente relacionado a conservação e precisamos de estudos como o teu pra saber como esse cenário previsto pelo IPCC vai afetar o mundo que nós conhecemos, promovendo assim, quem sabe, políticas de conservação pra poupar espécies de estresse e risco de extinção. Gostei muito das tuas imagens. Parabéns, mais uma vez! Sucesso no teu projeto!

  2. Oi Melina,
    O seu texto está extremamente bem escrito e organizado, e as imagens também não deixam a desejar. Achei apenas que está um pouco avançado para um público leigo. Obviamente também não está tão complexo que apenas biólogos poderiam entender. Acho que este texto estaria adequado para uma revista na área de ciências ambientais, ou ciência Geral, mas não em um jornal popular, por exemplo. Fora isso acho que ficou tudo legal. Um ponto positivo por ter respondido aos colegas.
    Abraço,
    Marcio.

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