TAMBAQUIS E MATRINXÃS: das pisciculturas, passando pelas Metalotioneínas e chegando até sua casa.

Dentre os peixes mais consumidos e apreciados pela população amazonense e nortista, destacam-se o tambaqui (Figura 1) e o matrinxã (Figura 2). Pela considerável importância econômica na pesca regional, como fonte de proteína animal, sobretudo para as populações ribeirinhas, é extensivamente utilizada na aquicultura (fazendas de pisciculturas) e despertam interesses para o desenvolvimento de diversos estudos, dentre eles os fatores zootécnicos, ecológicos e genéticos.

Vamos conhecer um pouquinho deles, das Leia mais...

17 respostas para “TAMBAQUIS E MATRINXÃS: das pisciculturas, passando pelas Metalotioneínas e chegando até sua casa.”

  1. Parabéns Allan. Seu trabalho é interessante e inovador para o meio da psicultura. Esse projeto de analises genéticas com essa especie de peixe da região é bem legal. o que me chamou atenção no seu trabalho foi a ligação do cobre como influencia em peixes amazônicos. A questão que queria saber, só uma curiosidade: Esses peixes (tambaqui e matrinxã), terá alguma influencia no meio ambiente com uso do cobre?. Por fim, seu trabalho está de parabéns.

    1. Oi, Gabriel. Obrigado!

      Bom quanto a sua curiosidade, o cobre pode afetar o metabolismo dos peixes de diferentes maneiras, danos aos órgãos dos peixes, estresse oxidativo, podendo levar à morte. Sendo que também tem diversas as formas de se analisar os efeitos tóxicos deste metal nos organismos. Mas o trabalho vai abordar, em primeiro caso, o uso do sulfato de cobre nas pisiculturas e como influencia na expressão das metalotioneínas, então, a partir disso poderemos usá-las como indicador de qualidade de água, como um biomarcador em ambientes naturais.

      É uma ótima observação que entrará na edição! Novamente, obrigado!!!

  2. Alan, obrigada por apresentar essa problemática, eu realmente gostei do seu post, muito fácil de ler, de entender, eu só achei confuso o último parágrafos, talvez as palavras usadas não sejam de fácil entendimento, ou até mesmo a clareza no texto não esteja presente. Obrigada!

    1. Oi, Ana. Muito obrigado pelo feedback.

      Quanto ao último parágrafo, tentei ser um pouco direto, por isso você sentiu falta da clareza.

      Bom, na edição vou arrumar e deixar o mais claro possível e usarei palavras menos técnicas ou vou usar a definição delas.

      Novamente, muito obrigado!!!

  3. Oi Alan, o trabalho é muito interessante, a problemática foi bem desenvolvida e esclarecida. Senti falta de como será feita as análises, terá grupo controle? Os peixes serão retirados do seu habitat “natural”? ou continuaram nos viveiros? Se sim, como seria o processo experimental?

    Atenciosamente,
    Cristhiane Zurra

  4. Oi, Cristhiane. Muito obrigado pelo retorno.

    Vamos as suas perguntas:
    1. Sim, terá grupo controle e outros grupos com diferentes concentrações de sulfato de cobre.

    2. Os peixes serão coletados em pisciculturas previamente selecionadas !
    3. Olha, nós faremos análises nos órgãos: fígados, brânquias e músculos.
    Dessa forma, a reintrodução deles não será possível. Até o momento, é isso que está previsto para análise, mas é possível utilizar material biológico e depois devolver os espécimes ao ambiente, é algo que posso verificar no meu trabalho!

    Novamente, Muito obrigado!!!

  5. Alan, você apresenta as ideias do texto de forma harmônica e a leitura do texto flui. Mas devemos lembrar que neste tipo de artigo, queremos comunicar a ciência para leigos e/ou pessoas desconhecidas. Então, senti falta da apresentação do pesquisador (você, aluno de mestrado) e da instituição em que o estudo será realizado. Além disso, é interessante “traduzir” termos científicos. Por exemplo, quando você diz “As Metalotioneínas (figura 3) são proteínas que se encontram dentro das células e têm sido estudadas por sua peculiar propriedade de ligação a metais. Estão divididas nas classes: MT-1, MT-2, MT-3 e MT-4. Sendo que as MT-1 e MT-2 são expressas constitutivamente em todos os tipos celulares”, penso que pode trocar o termo “expressas” por produzidas, sem prejuízo ao entendimento, e excluir as siglas das classes ou dizer, apenas, que existem quatro classes, já que você não se refere a elas em nenhum outro momento. Logo no início do texto não há necessidade de falar duas vezes sobre a importância dos peixes para consumo humano, pois fica redundante. Sucesso e saúde!

  6. Oi, gente! Primeiramente quero agradecer a todos que comentaram, isso ajudou muito a melhorar o post.

    Professor Márcio, a partir dos comentários, fiz as seguintes alterações:

    *Inseri informações sobre mim e a instituição.

    *Substituí a palavra “expressão” por produção, para me referir a expressão gênica das metalotioneinas expostas ao cobre.

    *Acrescentei informações sobre as análises a serem realizadas (grupos, órgãos e tecidos dos espécimes)

    *No último parágrafo acrescentei informações sobre biomarcadores e fiz a distinção entre o experimento em laboratório e em ambiente natural.

    Obs:
    *Realizei também alteração no crédito da imagem de capa, aliás, inseri.

    *Corrigi a palavra “AFLORAÇÃO”, antes estava “A FLORAÇÃO”.

    *Acrescentei “O USO DO SULFATO DE COBRE FOI (…)” antes estava “O SULFATO DE COBRE FOI (…)”

    Abraços

  7. Oi, Alan! Adorei a forma como tu estruturou teu texto, saindo de um problema a outro. Muito interessante que a metalotioneína funcione como agente quelante nessa situação de intoxicação. Você acredita que ela poderia ser utilizada em rações para prevenir e até mesmo inibir possíveis intoxicações por sulfato de cobre? Talvez você deva dar uma olhadinha lá na tua apresentação. Sem mais comentários, só parabém pelo teu trabalho! Sucesso aí!

  8. Oi Alan,
    Acho que sua notícia está bem enquadrado ao que propomos, ou seja, está fácil de ler e compreender, até mesmo para um público leigo. Acho que pra este formato de notícia, não precisamos de detalhes do desenho experimental, basta que sejam citados brevemente, exatamente como você faz. Não vou mais comentar sobre o projeto neste momento, não é o objetivo desta atividade. Um ponto positivo por ter respondido aos colegas.
    Parabéns!
    Abraço.

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