Possivelmente há mais espécies de mosquitos transmissores da malária do que imaginamos

Saudações! Me chamo Thaís Benchimol, sou aluna de mestrado do PPG GCBEV e atualmente estou trabalhando com Genética de Populações e Evolução de mosquitos vetores de doenças. Neste post irei falar um pouco sobre os mosquitos responsáveis pela transmissão da malária e explicar a importância de estudá-los.

Figura 1: Mosquito Anopheles, transmissor da malária.
Fonte: Gathany, 2005.

A malária é uma doença infecciosa e causada por um parasita, seus … Leia mais...

16 respostas para “Possivelmente há mais espécies de mosquitos transmissores da malária do que imaginamos”

  1. Muito interessante seu trabalho com especies de Aedes agiptis. Como vc ja deu um spoiler n nossa reuniao sobre o seu trabalho nao tenho nada a esclarecer. So uma curiosidade vc ira usar algumas das tecnicas de analises filogeograficas no seu trabalho?.

    Parabens

    1. Boa noite, Gabriel, obrigada pelas considerações!
      Respondendo sua pergunta: sim, irei usar AMOVA e análise bayesiana.
      Uma dúvida: você leu o texto completo? Nele eu explico que os mosquitos vetores da malária pertencem ao gênero Anopheles. A espécie Aedes aegypti também é vetora, porém de outras doenças, não da malária.

  2. Ótimo texto e ótima problemática! Acho que todos ficamos encantados com o seu projeto. As possibilidades que seu estudo abra no âmbito da saúde pública e do controle de vetores são imensas! A literatura aponta quais fatores poderiam levar a especiação nos organismos estudados?

    1. Obrigada, Esteban!
      Sim, nos estudos de Moreno e colaboradores (2013) esses fatores são apontados, porém são apenas hipóteses por conta da escassez de dados que comprovem isso. Os fatores podem ser: mudanças climáticas ou intervenção do homem.

  3. Thaís, parabéns pelo trabalho que está se propondo a realizar, eu gostei bastante da forma que abordou o assunto, só me incomodou duas coisas. Primeiro, eu não consegui visualizar a Figura 2, não sei se foi só comigo esse problema, se sim, desconsidere o meu comentário, mas se não, você poderia editar o post e consertar essa questão. Segundo, algumas palavras que você usa me parecem fora de contexto, principalmente no primeiro parágrafo após a Figura 2, eu realmente achei confuso.
    Você diz:
    “em 2019 os registros de malária no mundo chegaram a 228 milhões, que ocasionou aproximadamente 500 mil óbitos (a maioria destes ocorridos na África). Já no brasil obteve-se 156 mil casos ”

    O ideal seria utilizar a palavra “dentre os quais” no lugar de “ocasionou”, e principalmente trocar a palavra “obteve-se”, por que não se enquadra na ideia do texto, o melhor seria utilizar outra palavra, como por exemplo: “ocorreram”.

    Assim:
    “em 2019 os registros de malária no mundo chegaram a 228 milhões, “dentre os quais”, aproximadamente 500 mil óbitos “foram confirmado” (a maioria destes ocorridos na África). Já no brasil “ocorreram” 156 mil casos “.

    Mais uma vez quero felicitá-la por abordar esse assunto que possui uma imensa importância para a população. Obrigada!

    1. Obrigada, Ana.
      Quanto ao primeiro comentário: talvez seja algum problema com sua internet, então desconsidero.
      Já a sua outra observação, eu considerei, já fiz as modificações neste parágrafo da maneira que achei melhor.

  4. Oi, Thaís. Parabéns pelo trabalho que está desenvolvendo, é uma abordagem interessante!

    Eu gostaria de saber como e onde você coleta os espécimes e qual o motivo de ter escolhido esses locais.

    Abraços, ansioso pelos seus resultados! ❤

    1. Obrigada, Alan!
      Os espécimes já foram coletados na maioria dos estados da Amazônia Brasileira.
      Foram usados alguns métodos de coletas: armadilha de Shannon, aspiração entomológica elétrica e atração humana com proteção. Os pontos de coletas foram escolhidos de acordo com o número de casos de malária na região e também a presença desses mosquitos.

  5. Oi, Thais! Que legal teu trabalho se voltando pro âmbito da saúde humana e envolvendo também especiação. Uma dúvida: as diferenças morfológicas nos mosquitos são suficientes pra elas não serem classificadas como espécies crípticas? No mais, é só isso. Parabéns pelo teu estudo. Sucesso!

    1. Bom dia, Vanessa, muito obrigada pelas considerações!
      Então, em alguns casos as diferenças morfológicas são mínimas, quase imperceptíveis. Segundo a OMS (2007), existem sete complexos de espécies crípticas descritos dentro no gênero Anopheles. Na minha dissertação eu vou focar os estudos em um desses complexos de espécies – o complexo Anopheles triannulatus.

  6. Oi Thais,
    Acho que sua notícia está muito boa, atendendo todos os requisitos necessários para uma publicação em uma revista ou jornal não especializado, como foi proposto para esta atividade. grande maioria das palavras usadas são de fácil compreensão e as mais difíceis foram explicadas no próprio texto. Também há um bom equilíbrio entre quantidade de texto e imagens. Ponto positivo por ter respondido aos colegas.

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